quarta-feira, 3 de março de 2010

A insegurança...


Os sapatos teimam em escorregar dos pés e a cada escorregadela parece que vão cair. Que é desta que vamos ficar sem eles.

Com o vento forte a sombrinha ameaça virar-se a qualquer segundo. Partir-se e deixar-nos à mercê da chuva.

Quando a noite é escura e espessa e vamos sozinhos numa rua sem fim, dá-nos àquele frio na barriga, porque a qualquer momento podemos ser surpreendidos, pela negativa.

É assim a insegurança. Chega devagar. E persiste. Persiste. Continua sempre. Na rua. Em casa. No trabalho. Às vezes conseguimos que se vá embora. Que se afaste das nossas vidas. Outras vezes instala-se em nós. Apodera-se de nós. Toma conta de nós e das nossas vidas.