sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Como viver sem este, aquele e o outro...

Desde muito nova sempre tive uma (entre muitas outras) preocupação que constantemente me assaltava o pensamento: como passar a viver sem determinadas pessoas que sempre tinham feito parte da minha vida? E não estou apenas a referir-me àquelas que já partiram… porque nesse caso infelizmente já não há mesmo nada a fazer (e não quero ir por aí, não hoje, não agora…)

Eu pensava também sobre aquelas pessoas que, durante anos, por uma circunstância ou por outra, tinham feito parte da minha vida com frequência, mas que eu sabia que, mais tarde ou mais cedo, deixariam de fazer. Quase que desapareceriam. Continuava a saber quem eram. Onde moravam. O que faziam. Mas não estariam na minha vida. Não fisicamente. Seriam apenas uma sombra no meu coração. Uma memória no meu pensamento. E saber isto atormentava-me. Atormenta-me. Mais antes, menos agora.

Talvez porque comece a encaixar que não há nada a fazer… a vida é mesmo assim. Há pessoas que, com mais ou menos frequência, estarão sempre lá. Há outras que, mesmo querendo, não estarão tanto quanto gostariam. Distância: um dos principais culpados. Trabalho: também tem uma palavra a dizer nesta temática. Além de tantos outros factores.

Ainda assim, há outras pessoas que se cruzam nas nossas vidas um pouco por acaso e que sabemos que não voltarão… não faz parte…

Como lidar com isto? O importante é, de facto, conseguir aproveitar cada momento, cada presença, cada situação, como se fossem únicas (porque o são mesmo)… Não façam como eu… não deixem que tudo o que vos povoa o pensamento (problemas, preocupações, angústias, medos, etc. etc.) vos tolde a visão e vos impeça de aproveitar… a vida! A vida tal como ela é!

2 comentários:

  1. também penso muito nisso! e sei que muitas vezes sou culpada de isso acontecer... durante algum tempo tive preguiça, e pensava em mil variáveis que me impediram de estar por exemplo com vocês, como os gastos de ir até lisboa, e o facto de ser longe para mim...mas as saudades e ter percebido que gosto tanto de falar com voces, fez-me perceber que esses gastos sao uma parvoice, e o que é importante é que estejamos juntas! mais importanteque ginásios, aulas de ingles, o bilhete de comboio ou as duas horas q demoro a chegar.
    isso lembra-me que temos de combinar qq coisa :)

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