Será que o futuro dos jovens passa por emigrar?
Porque não conseguem eles ser bem sucedidos no nosso país?
Porque não conseguem sequer, muitas vezes, mostrar aquilo que valem?
Será que o futuro laboral, já a curto prazo, passa pela precariedade? Pelos falsos recibos verdes? Pela insegurança sem flexibilidade?
Que dizer? Que fazer?
Ainda na semana passada, num jantar com antigos, mas recentes, colegas da faculdade fomos relembrando uns e outros que tentaram a sua sorte lá fora e, surpresa das surpresas (ou então não), estão bem melhor do que nós (os que ficámos no país)!
E não, não me parece que sejam nenhuns génios, não desfazendo, obviamente, as capacidades individuais de cada um.
E não, não me parece que tenham conseguido trabalho através do factor ‘C’… Nós por cá a coisa já pia de outra maneira.
Às vezes nem se abrem concursos. Outras abrem apenas para fazer fintas à legalidade, mas os candidatos já estão escolhidos à priori. Não é preciso socorrer-me de experiências ou exemplos de terceiros… Ainda recentemente fui a uma entrevista, na qual me apercebi que uma das candidatas era “simplesmente” filha de uma senhora que trabalhava na empresa. Pura coincidência, claro!
Precisamos de mudar. Por onde começar? Pela transparência nos processos. Pelo respeito pelos outros. Pela confiança depositada nos jovens “aprendizes”, para que tenham a oportunidade de mostrar as suas capacidades. Pela honestidade, interna e externa, isto é, entre colegas e com os concorrentes!
Será que somos capazes? Bora lá tentar… (É que nós não somos a geração rasca que muitos queriam que fossemos, ou advogam que somos…)

